terça-feira, 8 de novembro de 2011

As pessoas crescem quando você esta por perto?


0 mestre Osho escreveu:

Um Lider funciona como um agente catalisador, cuja simples presença estimula o aprendiz.
É como o Sol que, ao nascer pela manhã, imediatamente estimula os pássaros a cantar. Eles surgem voando de todos os lados, celebrando e dando boas-vindas ao novo dia por meio das canções. O Sol não age diretamente sobre eles, mas algo acontece; o ambiente que cria faz com que os pássaros se sintam vigorosos, jovens e vivos.
As flores começam a desabrochar. Mas o Sol não está se dirigindo a cada flor, forçando-a a se abrir; pelo menos não de maneira direta. Entretanto, seus raios dançam ao redor dela, dando-lhe calor e encorajando-a delicadamente. As flores têm de ser tocadas de uma forma suave; se você forçar suas pétalas a se abrirem, elas não resistirão. Você até conseguirá fazer com que se abram, mas ao mesmo tempo elas morrerão. O Sol simplesmente cria o clima no qual elas podem desabrochar. Um desejo interior surge dentro delas, algum instinto misterioso entra em sintonia com o calor do Sol. E as flores se abrem e começam a exalar sua fragrância.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

,

“Meu trabalho não é o de pegar leve com as pessoas. Meu trabalho é torná-las melhores”                                     


Steve Jobs

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

O Sorvete de Baunilha e a GM



Olhem como qualquer reclamação de um cliente pode levar a uma descoberta totalmente inesperada do seu produto. Parece coisa de louco, mas não é.

A história ou “causo”, como está sendo batizada aqui no Brasil, começa quando o gerente da divisão de carros da Pontiac, da GM dos EUA, recebeu uma curiosa carta de reclamação de um cliente. Eis o que ele escreveu:

“Esta é a segunda vez que mando uma carta para vocês, e não os culpo por não me responder. Eu posso parecer louco, mas o fato é que nós temos uma tradição em nossa família, que é a de comer sorvete depois do jantar. Repetimos este hábito todas as noites, variando apenas o tipo do sorvete, e eu sou o encarregado de ir comprá-lo.
Recentemente comprei um novo Pontiac e desde então minhas idas à sorveteria se transformaram num problema. Sempre que eu compro sorvete de baunilha, quando volto da loja para casa, o carro não funciona . Se compro qualquer outro tipo de sorvete, o carro funciona normalmente.
Os senhores devem achar que eu estou realmente louco, mas não importa o quão tola possa parecer minha reclamação. O fato é que estou muito irritado com meu Pontiac modelo 99″.
A carta gerou tantas piadas do pessoal da GM que o presidente da empresa acabou recebendo uma cópia da reclamação. Ele resolveu levar a sério e mandou um engenheiro conversar com o autor da carta.
O funcionário e o reclamante, um senhor bem-sucedido na vida e dono de vários carros, foram juntos à sorveteria no fatídico Pontiac.
O engenheiro sugeriu sabor baunilha para testar a reclamação e o carro efetivamente não funcionou. O funcionário da GM voltou nos dias seguintes, à mesma hora, e fez o mesmo trajeto, e só variou o sabor do sorvete. Mais uma vez, o carro só não pegava na volta, quando o sabor escolhido era baunilha.
O problema acabou virando uma obsessão para o engenheiro, que passou a fazer experiências diárias, anotando todos os detalhes possíveis, e depois de duas semanas chegou a primeira grande descoberta.
Quando escolhia baunilha, o comprador gastava menos tempo, porque este tipo de sorvete estava bem na frente. Examinando o carro, o engenheiro fez nova descoberta: como o tempo de compra era muito mais reduzido no caso da baunilha em comparação com o tempo dos outros sabores, o motor não chegava a esfriar. Com isso os vapores de combustível não se dissipavam, impedindo que a nova partida fosse instantânea.
A partir deste episódio, a Pontiac mudou o sistema de alimentação de combustível e introduziu a alteração em todos os modelos a partir da linha 99. Mais que isso, o autor da reclamação ganhou um carro novo, além da reforma do que não pegava com sorvete de baunilha.
A GM distribuiu também um memorando interno, exigindo que seus funcionários levem a sério até as reclamações mais estapafúrdias, ” porque pode ser que uma grande inovação esteja por atrás de um sorvete de baunilha” diz a carta da GM.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

O Começo Do Aprendizado...



" O ouvido do homem é o caminho para aprender."

" Aprender é a única coisa de que a mente nunca se cansa, nunca tem medo e nunca se arrepende."

" Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seu semelhante."

" Pessoalmente, estou sempre disposto a aprender, apesar de nem sempre gostar de ser ensinado."

" A primeira coisa que um ser humano deveria aprender é a diferença entre o bem e o mal, e jamais confundir o primeiro com a inércia e passividade."

" Aprende a viver e saberás morrer bem."

" Quando alguém pensa que ainda pode aprender, progride espiritualmente; mas quando pensa que já sabe tudo, torna-se idiota."

" Todo homem que encontro é superior a mim em alguma coisa. Por isso, dele sempre aprendo alguma coisa."

" Aprendi silêncio com os falantes, tolerância com os intolerantes, e gentileza com os rudes; ainda, estranho, sou ingrato a esses professores."

" No fundo de qualquer capricho há a secreta vontade de aprender algo de sério."

" Primeiro aprenda a ser um artesão. Isso não impedirá você de ser um gênio."

" Aprendemos quando compartilhamos experiências."

" Ninguém há menos curioso de aprender do que os que nada sabem."

" A habilidade de aprender mais rápido que seus concorrentes pode ser a única vantagem competitiva sustentável."

" Você aprendeu alguma coisa. Isto sempre parece, à primeira vista, como se tivesse perdido alguma coisa."

" Isto é o que é aprender: você repentinamente compreende algo que você soube durante toda a sua vida, mas de um modo novo."

" Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros."

" Aprender a ignorar as coisas é um dos grandes caminhos para a paz interior."

" Quanto mais brilhante você é, tão mais você tem a aprender." (

" Aquilo que você mais sabe ensinar, é o que você mais precisa aprender..."

" Além de aprender a ver, existe outra arte a ser aprendida -- não ver o que não existe."

" Se você consegue aprender através dos duros golpes, você também consegue aprender pelos suaves toques."

" A melhor de todas as coisas é aprender. O dinheiro pode ser perdido ou roubado, a saúde e força podem falhar, mas o que você dedicou à sua mente é seu para sempre."

" Um homem não deveria nunca parar de aprender, nem no seu último dia."

" Os tolos dizem que aprendem com os seus próprios erros; eu prefiro aprender com os erros dos outros."

" É fazendo que se aprende a fazer aquilo que se deve aprender a fazer."

" Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina."

" Deve-se aprender" A alegria que se tem em pensar e aprender faz-nos pensar e aprender ainda mais.

" Lendo mais em profundidade do que em largura."

* Até um pé no trazeiro se anda para frente!

Edson Queiroz e a Mala...


Ao longo de sua vida, raramente Edson Queiroz tirou férias.  Trabalhava continuamente e em vários projetos e idéias ao mesmo tempo, cada um num grau diferente de maturação ou execução.  Uma única vez teve que interromper seu ritmo incontrolável  de trabalho, em 1966.  Yolanda Queiroz sofrera um acidente de automóvel e corria sério risco de ter seu braço amputado.  A conselho dos médicos, foi levada a tratamento nos Estados Unidos pela filha mais velha, Myra, e por Edson.  Myra passava os dias com a mãe no hospital e Edson morria de tédio no hotel.  Para "matar o tempo", ele ia até o prédio vizinho, da Pan Am, pegava o helicóptero e ia até o aeroporto, tomava um uísque e voltava no mesmo helicóptero.  "Não tinha nada para fazer", contaria ele mais tarde à revista Exame.  "Uma tarde, resolvi fazer um balanço nas bugigangas que tinha comprado.  E percebi que não caberiam nas malas.  Era preciso comprar uma mala.  Numa daquelas escadarias que levam às estações do metrô, vi uma lojinha mal iluminada.  Desci, localizei uma mala que me agradou e entrei.  "
    O estabelecimento era a Pensilvania Luggage, na esquina da Sétima Avenida com a rua 31. Seu proprietário, um velho judeu chamado Levi Caddah, nem tirou os olhos de um bolorento livro-caixa quando o freguês entrou. À sua pergunta, com voz fraca, limitou-se a responder: " 12 dólares".  Sem maior cerimônia, Edson Queiroz apanhou uma flanela e foi para a porta da loja limpar a mala.  Enquanto fazia isto, passou um "sujeito apressado", perguntou o preço da mala e a comprou.  Edson pôs os 12 dólares ao lado do livro-caixa, pegou outra mala e foi limpá-la também, quando capturou outro cliente.  Este, com um inconfundível sotaque inglês, acabou comprando outras mercadorias, num valor total de 125 dólares.  O improvisado balconista fez o embrulho, abriu uma vitrina, tirou uma caneta e a deu de brinde ao cliente inglês.
    Levi Caddah, a essa altura, havia suspendido os óculos com as mãos e observava tudo.  Elogiou as duas vendas, mas censurou a oferta do brinde.  Edson lhe explicou as vantagens de se oferecer brindes aos bons fregueses.  O velhinho relutou, mas acabou concordando e lhe ofereceu um emprego para ganhar 40 dólares semanais.  Sua primeira tarefa foi convencer o patrão de que era necessário iluminar a loja.  Depois, limpou e espanou tudo, redecorou as vitrinas e tomou o ambiente mais aconchegante, providenciando até uma poltrona onde os clientes poderiam sentar-se.  Em três semanas, seu salário passou para 60 e 80 dólares.
    A brincadeira, contudo, acabaria antes que Yolanda Queiroz tivesse alta do hospital.  Um dia, um engenheiro grego que trabalhara na instalação do terminal oceânico da Paragás entrou na Pensilvania Luggage para fazer compras e reconheceu Edson Queiroz, que inutilmente tentou esconder-se.  "Este é um dos homens mais ricos do Brasil", informou o engenheiro ao velhinho perplexo.  "Seu patrão" ainda visitou Yolanda Queiroz no hospital.  Depois, sempre que viajava aos Estados Unidos, Edson Queiroz passava pela lojinha, agora um estabelecimento Comercial bem-sucedido.

Apple - Declaração De Um Cliente Encantado...


O feitiço da Apple está no óbvio. Ela mima o cliente


O que leva os consumidores a comprar os produtos de Steve Jobs? 


Todos são clientes de primeira classe...


“Farei tudo que estiver ao meu alcance para ajudá-la, quero resolver seu problema.” Ao ouvir Richard, funcionário do serviço de atendimento ao cliente da Apple nos Estados Unidos, pronunciar essa frase ao telefone pensei: as regras jurídicas para proteger o consumidor no mercado americano devem ser muito severas.
Eu tinha gravado uma entrevista no meu iPod, mas o aparelhinho travou e me deixou na mão. Começou, assim, meu contato com o suporte da companhia de Steve Jobs. Perder uma manhã de sábado resolvendo pepinos de assistência técnica é um mico para muita gente. Para mim, o périplo tecnológico revelou muito a respeito do mito chamado Apple.
Qualquer curso básico de gestão ensina que as empresas precisam “encantar o cliente”. O que a Apple faz é mais que isso. Enfeitiça. A companhia adota uma tática tremendamente óbvia: leva ao pé da letra essa regra mágica. No meu caso, o empenho do atendente ao telefone foi só uma parte do encantamento. Durante as quatro horas da ligação, me ocorria que eu era uma consumidora do Brasil, seguramente um mercado muito pequeno para a Apple. 
73.jpg
Lembrei disso novamente quando, na semana passada, liguei para o meu banco e pedi para me explicarem por que o sistema de Internet Banking havia me bloqueado. A pergunta: “A senhora é cliente preferencial, ou é assim... conta simples?” Embora seja preferencial, fiquei chocada com a discriminação. O “simples” se repetia como um eco nos ouvidos, o que me remeteu à saga da Maçã. Na Apple, não há cliente de segunda classe e o atendimento é o mesmo para todos.
O iPod foi trazido por um amigo que viajou para os Estados Unidos. O atendente, então, baseou-se apenas no número da série do aparelho e na inscrição simples que fiz quando o sincronizei ao programa iTunes, da Apple, que solicita os dados pessoais do consumidor. No mais, ele tinha do outro lado da linha, apenas, um cliente angustiado. Desconhecia o nível de renda, profissão ou formação. “Tente esse programa para destravar a gravação.” Tentativa malsucedida. 
“Entre nesse site e veja se tem sucesso.” Novamente, não.  Richard não jogou a toalha. “Terei de lhe indicar parceiros nossos de aplicativos.” Assim fomos, com variados testes, até que eu mesma propus que desistíssemos. “Não, vamos testar ao menos mais outro.” E assim fomos, sucessivamente, até que Richard conseguiu destravar a entrevista com o economista Gustavo Franco, publicada nesta edição (ufa!). 
A experiência me deixou impressionada e apreensiva. Impressionada, porque ficou clara a razão pela qual os apaixonados fãs de Steve Jobs fazem filas gigantes para adquirir os aparelhos da Apple, como se viu na semana retrasada em algumas capitais do Brasil, loucos para comprar seu iPad 2. Os clientes da Apple não apenas gostam do produto. 
Relacionam-se com a empresa com  veneração e fervor quase religiosos. A apreensão, por sua vez, vem da constatação de que o Brasil ainda está longe desse patamar de qualidade e se acostumou a um atendimento capenga, em que os 0800 não funcionam, os call centers enrolam o cliente e as reclamações não são respondidas, principalmente se forem consumidores do tipo “simples”. A Apple muda o parâmetro.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.


Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.

Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os “is” em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.

Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.

Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um feito muito maior que o simples fato de respirar. Somente a ardente paciência fará com que conquistemos uma esplêndida felicidade.

Pablo Neruda

“Eu sou o homem que vai a um restaurante, senta-se à mesa e pacientemente espera enquanto o garçom faz tudo, menos o meu pedido.”

“Eu sou o homem que vai a uma loja e espera calado, enquanto os vendedores terminam suas conversas particulares.”

“Eu sou o homem que entra num posto de gasolina e nunca toca a buzina, mas espera pacientemente que o empregado termine a leitura do seu jornal.”

Eu sou o homem que, quando entra num estabelecimento comercial, parece estar pedindo um favor ansiando por um sorriso ou esperando apenas ser notado.”

“Eu sou o homem que entra num banco e aguarda tranquilamente que as recepcionistas e os caixas terminem de conversar com seus amigos.”

“Eu sou o homem que explica sua desesperada e imediata necessidade de uma peça, mas não reclama enquanto os funcionários trocam idéias entre si ou simplesmente abaixam a cabeça e fingem não me ver.”

Você deve estar pensando que ele é uma pessoa quieta e paciente, do tipo que nunca cria problemas. Engana-se.

Sabe quem é ele?

EU SOU O CLIENTE QUE NUNCA MAIS VOLTA!

“Divirto-me vendo milhões sendo gastos todos os anos em anúncios de toda ordem, para levar-me de novo à sua empresa.”

“Quando fui lá, pela primeira vez, tudo o que deviam ter feito era apenas a pequena gentileza, tão barata, de me enviar um pouco mais de cortesia”.

“CLIENTES PODEM DEMITIR TODOS DE UMA EMPRESA, DO ALTO EXECUTIVO PARA BAIXO, SIMPLESMENTE GASTANDO SEU DINHEIRO EM ALGUM OUTRO LUGAR.”

Sam Walton é fundador da maior rede de varejo do mundo: Wal-Mart.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

JK ROWLING
Discurso da autora na formatura da Classe 2008 de Harvard

Harvard Magazine ~ JK Rowling
05 de junho de 2008
Tradução: Daniel Mählmann
Revisão: Fabianne de Freitas

Presidente Faust, membros da Corporação Harvard e do Conselho de Administradores, membros do corpo docente, pais orgulhosos e, acima de tudo, formandos.

A primeira coisa que eu gostaria de dizer é ‘muito obrigado’. Não somente Harvard me deu uma honra extraordinária, mas as semanas de medo e náusea que eu tenho vivenciado ao pensar em fazer um discurso nesta cerimônia de formatura me fez perder peso. Uma situação em que só ganhei! Agora tudo o que eu tenho a fazer é respirar fundo, dar uma olhada nas bandeiras vermelhas e enganar a mim mesma, acreditando que estou na mais bem educada convenção Potter do mundo.

Fazer um discurso em uma cerimônia de formatura é uma grande responsabilidade; ou assim eu pensava até eu relembrar a minha própria formatura. O orador da cerimônia daquele dia foi a distinta filósofa britânica Baronesa Mary Warnock. Refletir sobre o seu discurso me ajudou enormemente a escrever esse aqui, porque percebi que eu não conseguia lembrar de uma única palavra que ela dissera. Essa descoberta libertadora me possibilitou continuar sem qualquer receio de que eu poderia influenciar vocês a inadvertidamente abandonar suas carreiras promissoras nos negócios, na justiça ou política para as delícias vertiginosas de se tornar um bruxo gay.

Estão vendo? Se tudo o que vocês se lembrarem nos próximos anos for a piada do “bruxo gay”, eu ainda saí à frente da Baronesa Mary Warnock. Objetivos alcançáveis: o primeiro passo para o aperfeiçoamento pessoal.

Na verdade, eu tenho procurado em minha mente e meu coração o que eu deveria dizer hoje a vocês. Perguntei a mim mesma, o que gostaria de ter sabido em minha própria formatura, e quais lições importantes eu aprendi nos 21 anos que se passaram entre aquele dia e este.

Surgiram-me duas respostas. Neste dia maravilhoso, quando estamos todos reunidos para celebrar vosso sucesso acadêmico, eu decidi falar com vocês sobre os benefícios do fracasso. E, como vocês estão no limite do que muitas vezes é chamado de ‘vida real’, eu quero exaltar a importância crucial da imaginação.

Essas escolhas podem parecer idealistas ou paradoxais, mas por favor me ouçam.

Olhando para trás, aos 21 anos de idade que eu tinha na formatura, é uma experiência um pouco desconfortável para a mulher de 42 anos a qual me tornei. Metade do tempo de minha vida, eu estava em um desequilíbrio preocupante entre a ambição que eu tinha para mim mesma, e o que aqueles mais próximos esperavam de mim.

Estava convencida de que a única coisa que eu queria fazer, sempre, era escrever romances. No entanto, meus pais, ambos os quais vieram de origens pobres e nenhum dos dois tinham ido à faculdade, achavam que a minha imaginação fértil era uma divertida loucura pessoal e que nunca poderia pagar uma hipoteca, ou garantir uma aposentadoria.

Eles tinham esperanças de que eu teria um diploma vocacional; eu queria estudar Literatura Inglesa. Um acordo foi feito e que, em retrospecto, não satisfez ninguém, e eu fui estudar Idiomas Modernos. Mal o carro dos meus pais dobrava a esquina no fim da rua e eu descartava Alemão e corria para os corredores de Literatura Clássica.

Não me lembro de ter contado aos meus pais que estava estudando Literatura Clássica; eles podem muito bem ter descoberto pela primeira vez no dia da formatura. De todos os assuntos desse planeta, acho que eles dificilmente poderiam indicar um menos útil do que Mitologia Grega, quando isso veio para assegurar as chaves para um banheiro executivo.

Eu gostaria de deixar claro, entre parênteses, que não culpo meus pais pelo ponto de vista deles. Existe uma data de validade em culpar seus pais por nos colocar na direção errada; o momento em que você é adulto o suficiente para tomar o controle, a responsabilidade recai sobre você. Além disso, eu não posso criticar meus pais por esperarem que eu nunca experimentasse a pobreza. Eles tinham sido pobres, e eu já fui pobre, e concordo completamente com eles de que esta não é uma experiência enobrecedora. A pobreza implica em medo, e estresse, e, algumas vezes, depressão; isso significa milhares de pequenas humilhações e dificuldades. Sair da pobreza por seus próprios esforços, é de fato algo para se orgulhar, mas a pobreza em si é romantizada apenas pelos tolos.

O que eu mais temia quando tinha a idade de vocês não era a pobreza, mas o fracasso.

Na sua idade, apesar de uma clara falta de motivação na Universidade, onde eu tinha gasto muito tempo escrevendo histórias em cafés, e pouquíssimo tempo assistindo palestras, eu tinha uma aptidão em passar nos exames e que, por anos, tinha sido a medida de sucesso na minha vida e na dos meus colegas.

Não sou tola o suficiente para supor que, por serem, jovens, talentosos e bem educados, vocês nunca passaram por dificuldades ou mágoas. O talento e a inteligência nunca imunizaram ninguém contra o capricho do Destino, e nem por um momento eu imaginei que todos aqui têm desfrutado de uma existência de contentamento e privilégios serenos.

No entanto, o fato de vocês estarem se graduando em Harvard sugere que não estão muito bem familiarizados com o fracasso. Vocês poderão ser conduzidos por um receio do fracasso tanto quanto por um desejo pelo sucesso. De fato, sua concepção de fracasso pode não estar muito longe da idéia de sucesso de uma pessoa comum, tão alto que vocês já voaram academicamente.

No fim das contas, todos precisamos decidir, por nós mesmos, aquilo que constitui o fracasso, mas o mundo é bastante ávido para lhe dar um conjunto de critérios, se você deixá-lo. Por isso acho justo dizer que por qualquer medida convencional, meros sete anos após o dia da minha formatura, eu tinha fracassado em escala épica. Um casamento de duração excepcionalmente curta, eu estava desempregada, era uma mãe solteira, e tão pobre quanto é possível ser na Grã-Bretanha moderna sem ser uma desabrigada. Os receios que meus pais tinham tido para mim, e que eu tinha tido para mim, ambos tinham acabado por acontecer, e de acordo com cada padrão normal, eu era a maior fracassada que conhecia.

Agora, eu não vou ficar aqui e lhes dizer que a frustração é divertida. Esse período da minha vida foi bem obscuro, e eu não tinha idéia de que ia acontecer aquilo que a imprensa tem, desde então, descrito como uma espécie de fim de conto de fadas. Eu não tinha idéia de quão longo era o túnel e, por muito tempo, qualquer luz em seu fim era mais esperança do que realidade.

Então por que eu falo sobre os benefícios do fracasso? Simplesmente porque fracasso significa se despir do que não é essencial. Eu parei de fingir a mim mesma que eu era diferente, e comecei a orientar toda a minha energia em terminar o único trabalho que importava para mim. Se eu realmente tivesse alcançado sucesso em qualquer outra coisa, eu poderia nunca ter encontrado a determinação para ter sucesso naquela área na qual eu verdadeiramente acreditava que pertencia. Eu estava em liberdade, porque o meu maior receio já tinha sido realizado, e eu ainda estava viva, e ainda tinha uma filha a quem eu adorava, e tinha uma velha máquina de escrever e uma grande idéia. Então o fundo do poço se tornou a base sólida sobre a qual eu reconstruí a minha vida.

Talvez vocês nunca falhem na escala que eu falhei, mas alguns fracassos na vida são inevitáveis. É impossível viver sem falhar em algo, ao menos que você viva de forma tão cautelosa que você pode não ter vivido de verdade – nesse caso, você falha por omissão.

O fracasso me deu uma segurança interna que eu nunca tinha atingido passando em exames. Ele também ensinou coisas sobre mim que eu não poderia ter aprendido de nenhuma outra forma. Descobri que tinha uma grande força de vontade e mais disciplina que suspeitava; também descobri que eu tinha amigos cujo valor estava realmente acima de rubis.

O conhecimento que você adquire sábia e fortemente a partir de uma derrota significa que você está, sempre, seguro de sua capacidade de sobreviver. Vocês nunca vão conhecer verdadeiramente a si mesmos, ou a força de seus relacionamentos, até que ambos tenham sido testados pela adversidade. Esse conhecimento é um verdadeiro dom, por isso que é adquirido arduamente, e tem significado para mim mais do que qualquer qualificação que já ganhei.

Se me dada uma máquina do tempo ou um Vira-Tempo, eu diria ao meu eu de 21 anos que a felicidade pessoal reside em saber que a vida não é uma lista de verificação de aquisições ou realizações. As suas qualificações, o seu currículo, não são a sua vida, embora vocês vão conhecer muitas pessoas da minha idade e mais velhas que confundem as duas coisas. A vida é difícil e complicada, e além do controle total de qualquer um, e a humildade de saber isso irá capacitar-lhes para sobreviver às suas inconstâncias.

Vocês poderiam pensar que eu escolhi meu segundo tema, a importância da imaginação, devido ao seu papel na reconstrução da minha vida, mas não é inteiramente por isso. Apesar de que eu defenderei o valor de contar histórias para dormir até meu último suspiro, eu tenho aprendido a valorizar a imaginação em um sentido muito mais amplo. A imaginação não é apenas a única capacidade humana para prever aquilo que não é, e, por conseguinte, a fonte de todas as invenções e inovações. Na sua capacidade argumentável mais transformadora e reveladora, é o poder que nos permite simpatizar com seres humanos cujas experiências nós nunca compartilhamos.

Uma das maiores experiências da minha vida antecedeu Harry Potter, apesar dela informar muito do que eu escrevi nesses livros em seguida. Essa revelação veio na forma de um dos meus primeiros empregos diurnos. Embora eu costumasse dar uma fugida para escrever histórias durante minha hora de almoço, eu paguei o aluguel, aos meus vinte e poucos anos, trabalhando no departamento de investigação na sede da Anistia Internacional, em Londres.

Lá, em meu pequeno escritório, li cartas escritas rapidamente contrabandeadas dos regimes totalitários por homens e mulheres que arriscaram serem presos ao informar o mundo exterior do que estava acontecendo com eles. Eu vi fotografias daqueles que tinham desaparecido sem deixar rastro, enviadas à Anistia por suas famílias e amigos desesperados. Eu li os testemunhos das vítimas de tortura, e vi fotos de seus ferimentos. Eu abri descrições escritas à mão de testemunhas oculares dos julgamentos e execuções sumárias, de seqüestros e estupros.

Muitos dos meus colegas de trabalho eram ex-presos políticos, pessoas que tinham sido deslocadas de suas casas, ou fugiram para o exílio, porque eles tiveram a audácia de pensar independentemente de seu governo. Os visitantes ao nosso escritório incluíam aqueles que tinham vindo para fornecer informações, ou tentar e descobrir o que havia acontecido àqueles que eles tinham sido obrigados a deixar para trás.

Nunca vou esquecer do africano, vítima de tortura, um jovem não mais velho do que eu era naquela época, que tinha se tornado mentalmente doente depois de tudo que ele tinha sofrido em sua terra natal. Ele tremia incontroladamente enquanto falava para uma câmera de vídeo sobre a brutalidade exercida contra ele. Ele era alguns centímetros mais alto do que eu, e parecia tão frágil quanto uma criança. Foi-me dada a tarefa de escoltá-lo à estação de metrô mais tarde, e esse homem cuja vida foi destroçada pela crueldade pegou a minha mão com sensível cortesia e me desejou um futuro de felicidade.

E enquanto eu viver vou lembrar de caminhar por um corredor vazio e, de repente, ouvir por detrás de uma porta fechada, um grito de pânico e horror como nunca ouvira antes. A porta se abriu, e a pesquisadora enfiou a cabeça par fora e disse para eu correr e preparar uma bebida quente para o jovem sentado com ela. Ela tinha acabado de lhe dar a notícia de que, em retaliação pela própria sinceridade do rapaz contra o regime de seu país, a mãe dele havia sido presa e executada.

Todos os dias da minha semana de trabalho no início dos meus 20 anos eu era lembrada de quão incrivelmente sortuda eu era por viver em um país com um governo eleito democraticamente, onde um representante legal e um julgamento público eram direito de todos.

Diariamente, eu via mais provas sobre como os males da humanidade irão infligir sobre os seus companheiros, para obter ou manter o poder. Eu comecei a ter pesadelos, literalmente pesadelos, acerca de algumas das coisas que vi, ouvi e li.

E ainda assim eu aprendi mais sobre a bondade humana na Anistia Internacional que eu nunca havia aprendido antes.

A Anistia mobiliza milhares de pessoas que nunca foram torturadas ou presas por suas crenças a agir em nome daqueles que já foram. O poder da empatia humana, que conduziu à ação coletiva, salva vidas e liberta prisioneiros. As pessoas comuns, cujo bem estar pessoal e segurança estão garantidos, juntam-se a um grande número para salvar pessoas que eles não conhecem e nunca conhecerão. Minha pequena participação nesse processo foi uma das experiências mais inspiradoras da minha vida.

Diferente de qualquer outra criatura nesse planeta, os seres humanos podem aprender e compreender sem terem experimentado. Eles podem pensar em si mesmos na mente de outras pessoas, se imaginar no lugar de outras pessoas.

Evidentemente, esse é um poder, como a minha marca de magia fictícia, que é moralmente neutra. Podemos usar esta habilidade tanto para manipular, ou controlar, como simplesmente para compreender ou simpatizar.

E muitos preferem não exercer suas imaginações de forma alguma. Eles optam por permanecer confortavelmente dentro dos limites de sua própria experiência, nunca se preocupando em perguntar como seria ter nascido diferente do que são. Eles podem se recusar a ouvir os gritos ou espreitar dentro das grades; eles podem fechar suas mentes e corações para qualquer sofrimento que não os toquem pessoalmente; eles podem se recusar a saber.

Eu poderia ser tentada a invejar pessoas que conseguem viver dessa maneira, exceto por achar que eles não têm menos pesadelos que eu. Escolher viver em espaços estreitos pode levar a uma forma de agorafobia (medo de lugares abertos), e que isso tem os seus próprios terrores. Eu acho que quem é intencionalmente sem imaginação vê mais monstros. Muitas vezes eles têm mais medo.

Além disso, aqueles que optam por não se simpatizar podem habilitar os verdadeiros monstros. Pois mesmo sem nunca cometermos um ato claro de maldade, nós colaboramos com isso através da nossa própria apatia.

Uma das muitas coisas que aprendi no fim do corredor de Literatura Clássica no qual eu me aventurei aos 18 anos, em busca de algo que eu não conseguia definir, foi isso, escrito pelo autor grego Plutarco: O que nós alcançamos internamente mudará a realidade exterior.

Essa é uma afirmação surpreendente e ainda comprovada milhares de vezes todos os dias de nossas vidas. Ela exprime, em parte, a nossa inevitável ligação com o mundo exterior, o fato de que nós tocamos as vidas de outras pessoas simplesmente por existirmos.

Mas o quão mais vocês estão, formandos de Harvard de 2008, destinados a tocar as vidas de outras pessoas? Sua inteligência, sua capacidade para o trabalho duro, a educação que vocês receberam e passaram, dão a vocês status único e responsabilidades únicas. Até a sua nacionalidade os destaca. A grande maioria de vocês pertence à única super potência remanescente do mundo. A maneira com que vocês votam, a maneira com que vivem, a forma com que protestam, a influência que têm sobre seu próprio governo, tem um impacto muito além de suas fronteiras. Esse é o seu privilégio e o seu fardo.

Se vocês escolherem usar seu status e influência para levantar suas vozes em nome daqueles que não têm voz; se optarem por identificarem-se não apenas com os poderosos, mas com aqueles que não têm poder; se vocês preservarem a capacidade de imaginar a si próprios na vida daqueles que não têm as suas vantagens, então não vão ser apenas as suas orgulhosas famílias que vão celebrar vossas existências, mas milhares e milhões de pessoas cuja realidade vocês têm ajudado a transformar para melhor. Nós não precisamos de magia para mudar o mundo, nós já carregamos todo o poder que precisamos dentro de nós mesmos: nós temos o poder de imaginar melhor.

Estou quase terminando. Eu tenho uma última expectativa para vocês, que é algo que eu já tinha aos 21 anos. Os amigos com quem me sentei no dia da formatura têm sido os meus amigos para a vida. Eles são os padrinhos dos meus filhos, as pessoas a quem eu tenho sido capaz de recorrer em momentos de dificuldades, os amigos que têm a gentileza de não me processarem quando usei seus nomes para os Comensais da Morte. Na nossa formatura, fomos ligados por uma enorme afeição, pelas nossas experiências compartilhadas de um tempo que nunca poderia voltar e, é claro, pelo conhecimento que temos guardado em certas evidências fotográficas que seriam extremamente valiosas se alguns de nós concorrêssemos a Primeiro Ministro.

Portanto, hoje eu posso lhes desejar nada melhor do que amizades parecidas. E amanhã, mesmo se vocês não lembrarem uma única palavra minha, espero que se lembrem aquelas de Seneca, outro desses romanos antigos que eu conheci quando fugi para o corredor de Literatura Clássica, em fuga de uma carreira promissora, em busca da antiga sabedoria:

Conforme um conto, assim é a vida: não o quão longa ela é, mas o quão boa, é o que importa.

Desejo a todos vidas muito boas.

Muito obrigada.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Deus Existe?

Alemanha - Início do século 20.


Durante uma conferência com vários universitários, um professor da Universidade de Berlim desafiou seus alunos com esta pergunta:
“Deus criou tudo o que existe?"

Um aluno respondeu com grande certeza:
-Sim, Ele criou!

-Deus criou tudo? - Perguntou novamente o professor.

-Sim senhor - respondeu o jovem.

O professor indagou:
-Se Deus criou tudo, então Deus fez o mal? Pois o mal existe, e partindo do preceito de que nossas obras são um reflexo de nós mesmos, então Deus é mau?

O jovem ficou calado diante de tal resposta e o professor, feliz, se regozijava de ter provado mais uma vez que a fé era uma perda de tempo.

Outro estudante levantou a mão e disse:
-Posso fazer uma pergunta, professor?
-Lógico - foi a resposta do professor.

O jovem ficou de pé e perguntou:
-Professor, o frio existe?
-Que pergunta é essa? Lógico que existe, ou por acaso você nunca sentiu frio?

Com uma certa imponência rapaz respondeu:
-De fato, senhor, o frio não existe. Segundo as leis da Física, o que consideramos frio, na realidade é a ausência de calor. Todo corpo ou objeto é suscetível de estudo quando possui ou transmite energia, o calor é o que faz com que este corpo tenha ou transmita energia. O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe. Nós criamos essa definição para descrever como nos sentimos se não temos calor.

-E, existe a escuridão? Continuou o estudante.
O professor respondeu temendo a continuação do estudante:
-Existe!

O estudante respondeu:
-Novamente comete um erro, senhor, a escuridão também não existe. A escuridão na realidade é a ausência de luz. A luz pode-se estudar, a escuridão não! Até existe o prisma de Nichols para decompor a luz branca nas várias cores de que está composta, com suas diferentes longitudes de ondas. A escuridão não!

Continuou:
-Um simples raio de luz atravessa as trevas e ilumina a superfície onde termina o raio de luz.
Como pode saber quão escuro está um espaço determinado? Com base na quantidade de luz presente nesse espaço, não é assim?! Escuridão é uma definição que o homem desenvolveu para descrever o que acontece quando não há luz presente.

Finalmente, o jovem perguntou ao professor:
-Senhor, o mal existe?

Certo de que para esta questão o aluno não teria explicação, professor respondeu:
-Claro que sim! Lógico que existe. Como disse desde o começo, vemos estupros, crimes e violência no mundo todo, essas coisas são do mal!

Com um sorriso no rosto o estudante respondeu:
-O mal não existe, senhor, pelo menos não existe por si mesmo. O mal é simplesmente a ausência do bem, é o mesmo dos casos anteriores, o mal é uma definição que o homem criou para descrever a ausência de Deus. Deus não criou o mal. Não é como a fé ou como o amor, que existem como existem o calor e a luz. O mal é o resultado da humanidade não ter Deus presente em seus corações. É como acontece com o frio quando não há calor, ou a escuridão quando não há luz.

Este jovem foi aplaudido de pé, e o professor apenas balançou a cabeça
permanecendo calado… Imediatamente o diretor dirigiu-se àquele jovem e perguntou qual era seu nome?

E ele respondeu:
ALBERT EINSTEIN, senhor!

terça-feira, 12 de abril de 2011

David o Camelô...

Depoimento de alguém que assistiu a palestra do camelô David Portes:
Ontem assisti a uma palestra do David (em Londrina), que se intitula como o segundo camelô mais famoso do Brasil, perdendo apenas para o Silvio Santos, e gostaria de compartilhar o que vi e aprendi ontem com todos vocês; na minha opinião, uma das melhores lições de vida e de marketing que já vi na minha vida.
Há 17 anos atrás ele era cortador de cana na divisa entre o Rio e o Espírito Santo, quando arrumou um emprego na Polygram e veio morar na cidade, em um barraco que alugou na Rocinha.
Dois anos depois foi demitido, e não conseguindo pagar o aluguel, foi despejado em seguida. Passou a morar na rua, embaixo da lage de um prédio no centro do Rio onde passou fome, muito medo e muitas outras necessidades.
Na ocasião sua esposa estava grávida de 8 meses e numa determinada noite ela sentia muitas dores.
Ele sabia que para aliviar aquelas dores precisava comprar um medicamento que custava R$ 12,00 e não tinha um real sequer. O porteiro do prédio em que ele "morava" sob a lage se sensibilizou com a situação, emprestou os R$ 12,00 e ele foi à farmácia.
A caminho da farmácia ele pegou aquele dinheiro com as duas mãos, segurou firme e pediu a Deus que "o iluminasse para sair daquela situação aflitiva."
Ele disse que "deu um negócio" na cabeça dele, e ao invés de ir para a farmácia ele foi a uma distribuidora de doces, comprou os R$ 12,00 em balas e drops, e em duas horas dos R$ 12,00 fez R$ 24,00. Dos R$ 24,00, pegou R$ 12,00 e comprou o remédio e os outros R$ 12,00 foi o seu capital de giro inicial.
Hoje, 15 anos depois, ele fatura R$ 158.000,00 por mês, sendo R$ 38.000,00 com sua barraca de salgados, doces, sucos e R$ 120.000,00 com as palestras que ministra, principalmente para público executivo de empresas, como empresários, presidentes, diretores e gerentes (Bradesco, C&A, TAM, etc.).
Existe mais de 80 matérias sobre sua vida e seus resultados na mais diferentes mídias no Brasil (Estadão, Folha, Carta Capital, Jornal Nacional, Jornal da Globo, Programa do Jô, Marília Gabriela, Adriane Galisteu, etc, etc, etc, ). E no mundo (EUA, Canadá, Japão, Inglaterra, etc, etc, ).
Foi entrevistado no programa do David Letterman (mais famoso programa de entrevistas do mundo), ficou no hotel que hospeda os entrevistados do programa, no quarto ao lado do Mel Gibson.
No dia, a entrevista do Mel Gibson durou 11 minutos e a do David 22 minutos.
David ensina em suas palestras lições de vida e de marketing, que seguem algumas listadas abaixo:
- Sua barraca tem base de dados de 5000 clientes. Com isso ele sabe o perfil dos seus clientes, o que preferem, quanto gastam. Envia email no dia do aniversário cumprimentando e dando um brinde tipo pacote de biscoitos ou um chocolate;
- Aumentou seu faturamento em 30% explorando o que ele identificou o horário da fome: às 15:00h sabia que vários dos seus clientes tinham fome, mas tinham preguiça de descer e comprar os produtos. A partir disso criou um call center (que na verdade é o celular dele) onde atende os chamados e faz as entregas;
- Tem o drive-thru, um local onde os clientes param o carro e são atendidos, sem que os mesmos precisem descer do carro;
- Tem o cai-cai, se um cliente está comendo e o produto cai no chão ele dá um novo na hora;
- É patrocinado pela Losango Financeira (que paga para ele usar os uniformes com o logo dela), fez parceria com a United Air Lines, onde promove concursos e ganha em troca passagens aéreas para ele e a família;
- A Tostines cedeu 3 guarda-chuvas tipo Fórmula 1 para que, nos dia de chuva, ele possa ir buscar os clientes do outro lado da calçada: quando o cliente entra embaixo do guarda chuva, ele aponta um papelzinho pendurado na armação, indicando um prêmio que o cliente ganhou;
- Fêz a campanha Boca Limpa, onde fez convênio com uma clínica odontológica e quando os clientes atingiam determinado valor consumido, ganhavam uma limpeza bucal.
Nessa ocasião ele teve o caso de dois clientes que não tinham quase nenhum dente na boca perguntando ao David como eles ficavam nessa promoção: Na hora ele criou outra promoção para esses dois clientes que após um determinado volume de consumo em produtos, esses clientes ganharam uma dentadura;
- Ou seja, ele encanta os seus clientes SEMPRE, com muita criatividade e ousadia!
- Ele é referência nas principais Universidades que tratam de marketing no país e está estendendo essa fama ao exterior;
- Quando perguntam a ele se esses gastos não dão prejuízo para a operação dele, ele diz: "marketing bem feito é assim, você dá um passinho para trás e, com calma, dá três passos para frente.";
Em relação às suas considerações sobre a vida, ele pensa que:
- A vida é dura para quem dá mole;
- Faça sempre negócio pensando pelo seu cliente: se você vende um produto que você sabe que não será bom para seu cliente, a médio e longo prazo você fez um mau negócio. Isso ele chama de "marketing negativo";
- Haja com honestidade: o que você faz para o mundo volta para você, da mesma maneira;
- Quando os amigos provocam ele dizendo: "tá com grana, carrão, agora vai trocar a patroa de 50 por duas de 25", ele responde: "Quando eu morava na rua, passando frio, fome e medo, um dia eu disse para minha mulher: meu amor, por que você não volta para casa dos seus pais por enquanto, pelo menos lá você tem um abrigo, e tem comida para se manter. " Ela disse: Eu escolhi você para ser meu companheiro, seja na alegria ou na tristeza, seja na dor ou no amor, seja na pobreza ou na riqueza" - Ele termina:
"Meus amigos, cuidado com as ilusões, isso é que é uma mulher de verdade!"
- E que "a família é o melhor e mais precioso tesouro que podemos ter"."